13/05/20

Perspectivas pós-pandemia para o setor de alimentos

A pandemia do novo coronavírus COVID-19, impactou a história por diversos motivos. A economia tem sofrido graves consequências e, neste sentido, os líderes de três das principais organizações da ONU – FAO (alimento), OMC (comércio) e OMS (saúde) – declararam o risco de uma crise alimentar, causada pelo desequilíbrio entre a oferta e a procura. As empresas essenciais da cadeia de alimentos devem se preparar e tomar ações para minimizar os possíveis impactos na colheita, processamento, distribuição e no abastecimento dos pontos de consumo.

A indústria de alimentos processa 58% de toda a produção agropecuária brasileira. Sua participação nas aquisições de matérias-primas se mantém nos patamares de anos anteriores, sendo proteínas animais com 99%, cadeia do trigo com 95%, e cadeia do arroz com 95%.

Em comunicado, a ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) diz que em relação à geração de empregos, a indústria de alimentos e bebidas criou 16 mil novas vagas diretas em 2019, 3 mil a mais do que em 2018. O setor responde por cerca de 23% dos empregos da indústria da transformação do país, registrando 1,6 milhão de empregos diretos.

O cenário atual evidencia ainda mais o agronegócio e a importância do avanço contínuo da produção. Para isso, as tecnologias e a inovação são essenciais, visto que o agronegócio também será impactado de alguma forma em função dos planos de contingência vigentes nos demais setores, especialmente aqueles responsáveis pelo fornecimento de insumos, escoamento da produção e beneficiamento dos alimentos.

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A COVID-19 e seus impactos

Já está comprovado que os efeitos causados em seres humanos pela COVID-19 não é uma DTA (doença transmitida pelo alimento): a transmissão acontece de maneira direta, de pessoa para pessoa ou por contato das mãos com superfícies contaminadas e posterior contato com as mucosas da boca, nariz ou olho. Em vista da premissa anterior, esse vírus não deve ser considerado um perigo para a , mas sim para a saúde do trabalhador da indústria de alimentos. Em conjunto com as Boas Práticas de Fabricação é preciso dar orientações para que todos os elos da cadeia de suprimentos da indústria de produção e distribuição continuem a operar, impedindo assim o desabastecimento da população em um momento crítico em nossa economia.

A crise provocada pela pandemia tem impactado a cadeia de produção global, entretanto a cadeia de produção de alimentos, da qual fazemos parte, segue em funcionamento e garante o contínuo fornecimento à população.

E, neste momento, mais do que nunca, é necessário garantir a produção segura de alimentos para consumo. Preservar a saúde e o bem estar de todos jamais foi tão importante.

A WQS  trabalha incessantemente  para garantir que as auditorias de certificação e de segunda parte não parem. As auditorias presenciais continuam ocorrendo e, em atendimento aos diferentes esquemas, as auditorias remotas e avaliações de risco para extensão da validade dos certificados também tem ocorrido.

Segundo a Organização das Nações Unidas, a pandemia da Covid-19 representa a mais desafiadora crise desde a Segunda Guerra Mundial.

A partir desse cenário, o futuro da segurança dos alimentos pós Covid-19 passará por uma transformação motivada por novos hábitos, pela aceleração tecnológica, protocolos sanitários e de saúde global, a fim de fornecer maior segurança dos alimentos, saúde, sustentabilidade e estabilidade às populações e países.

Nós, da WQS, como parte de um dos elos da cadeia de suprimento de alimentos reforçamos diariamente nosso inexorável compromisso com os mais importantes padrões de qualidade e saúde.

Desejamos que todos fiquem bem e saudáveis. Essa é nossa prioridade hoje e sempre.

Fontes: www.abia.org.br

https://www.embrapa.br/visao/o-papel-da-ciencia-tecnologia-e-inovacao